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Saúde · 17 de julho de 2026 · 2 min de leitura

Vacinas para cachorro: quais são, quando dar e o que acontece se atrasar

V8, V10, antirrábica, gripe, giárdia. O calendário do filhote, os reforços do adulto e por que não vale passear antes de completar o protocolo.

Veterinário de jaleco azul segurando um pastor-alemão na mesa da clínica
Foto: Tima Miroshnichenko · Pexels

Vacina é a intervenção mais barata e mais eficaz que existe para manter um cão vivo. Doenças como cinomose e parvovirose ainda matam muito no Brasil, e quase sempre cães não vacinados ou com o protocolo incompleto.

As vacinas essenciais

Polivalente (V8 ou V10). Protege contra cinomose, parvovirose, hepatite infecciosa, adenovirose, parainfluenza, coronavirose e leptospirose (a V10 cobre mais sorotipos de leptospira). É a vacina que salva vida de filhote.

Antirrábica. Obrigatória por lei em boa parte do país. A raiva é fatal e transmissível para pessoas. Primeira dose a partir dos quatro meses, reforço anual.

As complementares

Dependem do estilo de vida e da região; o veterinário orienta:

  • Gripe canina (tosse dos canis): para cães que vão a creche, hotel, parque, exposição.
  • Giárdia: para quem convive com outros cães em locais com muita circulação.
  • Leishmaniose: em regiões onde a doença ocorre. Conversa importante com o veterinário, junto com coleira repelente.

Calendário do filhote

O esquema mais comum no Brasil:

Idade Dose
6 a 8 semanas 1ª polivalente
9 a 11 semanas 2ª polivalente
12 a 14 semanas 3ª polivalente
A partir de 16 semanas antirrábica (algumas clínicas aplicam junto da última polivalente)

Uma quarta dose da polivalente é indicada em alguns protocolos, sobretudo se a primeira foi muito cedo. Os intervalos são de três a quatro semanas: mais curto não dá tempo de resposta, mais longo abre janela de risco.

Passear antes de terminar?

O cão só está protegido de verdade cerca de uma a duas semanas depois da última dose da polivalente. Até lá, chão de rua, parque e contato com cães desconhecidos são risco real de parvovirose e cinomose, que sobrevivem no ambiente.

O que dá para fazer nesse período: colo, carro, visitar casas de cães vacinados e saudáveis, socializar com pessoas, sons e texturas. A socialização é importante e não precisa esperar; o chão de rua sim.

Adulto: reforços

Polivalente e antirrábica com reforço anual é a recomendação mais comum no Brasil. Alguns protocolos, em conversa com o veterinário, espaçam a polivalente para três anos depois dos reforços iniciais. A antirrábica segue a regra local.

Atrasou. E agora?

Alguns dias ou semanas de atraso no reforço anual: aplique assim que possível, sem reiniciar. Filhote com intervalo muito longo entre doses pode precisar recomeçar o esquema. Cão adulto sem histórico conhecido faz duas doses da polivalente com três ou quatro semanas de intervalo.

Depois da vacina

É normal um dia de sono, apetite menor e dor no local. Fique atento a inchaço da cara, urticária, vômito ou dificuldade para respirar nas primeiras horas: é reação alérgica e precisa de atendimento. Evite banho e esforço no dia.

Guarde a carteirinha e tire uma foto dela. É o documento que hotel, creche, viagem e o próprio veterinário vão pedir, e é o que prova que o seu cão está protegido.

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