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Gatos · 13 de julho de 2026 · 2 min de leitura

Vacinas para gato: quais são obrigatórias, quando dar e o caso do gato que não sai de casa

V3, V4, V5 e antirrábica. O esquema do filhote, os reforços e por que gato de apartamento também precisa vacinar.

Gato tigrado deitado em um sofá cinza
Foto: Christy Rice · Pexels

"Meu gato não sai de casa, não precisa de vacina" é uma das frases que os veterinários mais ouvem, e uma das que mais custam caro. Vírus entram pela sola do sapato, pela janela, por um gato novo que chega, por uma ida à clínica. Gato de apartamento adoece de doenças que a vacina evitaria.

As vacinas

Polivalente (V3, V4 ou V5). A V3 protege contra rinotraqueíte, calicivirose e panleucopenia, as três doenças felinas mais comuns e perigosas. A V4 acrescenta clamidiose; a V5, a leucemia felina (FeLV).

Antirrábica. Obrigatória em muitas cidades, e importante mesmo para gato caseiro: a raiva é fatal e pode passar para pessoas. Primeira dose a partir dos quatro meses, reforço anual.

Qual polivalente escolher

Depende do risco do gato:

  • Gato caseiro, sem contato com outros gatos: V3 ou V4 costuma bastar.
  • Gato que tem acesso à rua, convive com gatos de fora ou vive em casa com muitos gatos: V5, por causa da FeLV, que é transmitida no contato entre gatos e não tem cura.

Antes da primeira vacina contra FeLV, o veterinário costuma pedir o teste de FIV/FeLV. Vacinar um gato já positivo não adianta, e saber o status muda o cuidado dele para a vida toda.

Calendário do filhote

Idade Dose
8 semanas 1ª polivalente
11 a 12 semanas 2ª polivalente
14 a 16 semanas 3ª polivalente (em alguns protocolos)
A partir de 16 semanas antirrábica

Os intervalos são de três a quatro semanas. Gatos adotados adultos sem histórico fazem duas doses da polivalente e a antirrábica.

Reforços

Anual para a antirrábica, e anual ou a cada três anos para a polivalente, conforme o risco e a orientação do veterinário. Gato que frequenta hotel, feira ou tem acesso à rua fica no esquema anual.

Depois da vacina

Um dia mais quieto, com menos apetite, é esperado. Procure atendimento se houver vômito, inchaço no rosto, dificuldade para respirar ou apatia forte nas primeiras horas.

Um cuidado específico de gatos: um caroço no local da aplicação que não some em um mês, cresce ou passa de dois centímetros precisa ser avaliado. É raro, mas existe um tipo de tumor associado ao ponto de injeção, e por isso os veterinários hoje aplicam em locais específicos do corpo.

O que mais protege o gato caseiro

Vacina, vermífugo, antipulgas e a tela na janela. Gato que cai ou escapa por uma janela sem tela é atendido todo dia nas clínicas. E, para o caso de ele sair, uma coleira leve com identificação: gato caseiro que se perde não sabe voltar, e quem o encontra não tem como saber que ele é seu.

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