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Segurança · 30 de agosto de 2026 · 2 min de leitura

Microchip em cães e gatos: como funciona e o que ele não faz

O microchip não é GPS, não tem bateria e não liga para você. Entenda o que ele realmente faz, quando vale a pena e por que ele precisa de uma medalha ao lado.

Veterinário examinando um cachorro marrom em uma clínica
Foto: Mikhail Nilov · Pexels

"Ele tem chip" é uma das frases mais ditas quando um pet some, e uma das mais mal entendidas. O microchip é útil, mas faz muito menos do que a maioria imagina.

O que é

Uma cápsula do tamanho de um grão de arroz, implantada com uma agulha embaixo da pele, geralmente entre as escápulas. Dentro, um número único. Só isso: um número.

Não tem bateria, não emite sinal, não sabe onde o animal está. Ele só "fala" quando um leitor específico é encostado a poucos centímetros do pet, e o que ele diz é o número.

Como o número vira um dono

O número precisa estar cadastrado em um banco de dados com os seus contatos. Sem cadastro, o chip é um número que não leva a ninguém. E o cadastro precisa estar atualizado: trocou de telefone e não avisou, o chip aponta para um número que não existe mais.

O que ele não faz

  • Não localiza. Microchip não é GPS. Ninguém consegue "rastrear" o pet pelo chip.
  • Não avisa ninguém. Se o pet está na rua, o chip continua mudo até alguém levá-lo a um lugar com leitor.
  • Não é lido pelo celular. O leitor é um aparelho específico, de clínica, ONG ou zoonoses.

Ou seja: o vizinho que encontra o seu cão na esquina não tem como saber quem você é pelo chip. Ele precisaria levar o animal a uma clínica, e a clínica precisaria ter leitor, ler, consultar o cadastro e o cadastro estar certo.

Então para que serve

Para o que a medalha não resolve: prova de propriedade. Se alguém encontra e decide ficar com o animal, se ele vai parar num abrigo, se há disputa sobre de quem é o pet, o chip diz. Ele também é exigido para viagens internacionais e em algumas cidades para cadastro.

Chip e medalha, não chip ou medalha

A combinação que funciona é:

  • Medalha na coleira com o contato do dono, para quem encontra na rua ligar na hora. Se for uma medalha com QR Code e NFC, o contato pode ser atualizado quando você quiser, sem regravar nada.
  • Microchip como identificação permanente e prova de posse, para os casos em que a coleira se perdeu ou o animal foi parar num abrigo.

Como implantar e quanto custa

É um procedimento rápido, feito na clínica, sem anestesia, parecido com uma vacina. O veterinário aplica, registra o número e orienta o cadastro. Os preços variam por cidade e clínica; pergunte também qual banco de dados será usado e como atualizar os seus dados depois.

Uma vez por ano, peça para o veterinário ler o chip na consulta. Ele pode migrar um pouco embaixo da pele, e é bom saber que continua legível e que o cadastro está com o seu número atual.

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